
Bem, o que acontece com as cigarras é o que acontece com todos os outros artrópodes. Elas “trocam de roupa”, ou seja, elas passam por um processo que chamamos de ecdise ou muda. Vou explicar: De quando a cigarra ainda é uma larva até quando ela se torna adulta, ela precisa trocar sua cutícula externa que é dura e resistente o bastante para não deixá-la crescer. Assim, passa por um processo, em que secreta uma nova cutícula, bastante mole, e, depois de romper a velha cutícula através de uma fenda, sai de dentro dela. A nova “pele” da cigarra é mole e expansível, e ela cresce bombeando ar ou água para seu interior. Quando finalmente a cutícula endurece, ar ou água são substituídos por um real crescimento de tecidos e então ela já está é maior.
Aquela casquinha de cigarra que encontramos no tronco das árvores é apenas o esqueleto velho de uma fase em que ela era menor e mais jovem, geralmente da fase larval. As larvas de cigarra geralmente vivem no solo, e quando estão prontas para se tornarem adultas, sobem pelo tronco das árvores onde se prendem para passar pela muda, que é obrigatória para seu crescimento.

A má notícia é que assim que copulam geralmente o macho morre e a fêmea sai para colocar seus ovos na casca da árvore e depois disso, também acaba morrendo. Assim, não é costume vermos cigarras “fora do tempo” por que a maior parte de sua vida é subterrânea.
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